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domingo, 1 de outubro de 2017

Civilização Romana: vídeos (2)

Civilização Romana: vídeos (2)

 Roma: Monarquia e República. Novo Telecurso - Ensino Médio - Aula 9 (partes 1 e 2) 





Roma: República e Império. Novo Telecurso - Ensino Médio - Aula 10 (partes 1 e 2)




Civilização Romana: vídeos (1)



Civilização Romana: vídeos (1)


Parte 1:http://www.youtube.com/watch?v=2VF_pXPpgZM&feature=player_embedded




                  Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=JRW4R7G7kJc



sábado, 30 de setembro de 2017

Civilização Romana - mapas

Roma Antiga - mapas

Divisões das províncias romanas


http://topazio1950.blogs.sapo.pt/216565.html
A divisão provincial do Império Romano

                                                   
Conquistas dos romanos

http://filosofandoehistoriando.blogspot.com.br/
                       


A divisão do  Império Romano

http://fazendohistorianova.blogspot.com.br










Império Romano - resumo


ROMA:
O IMPÉRIO ROMANO DOMINA A ANTIGUIDADE

O Império Romano é o mais vasto da Antiguidade. Tem início com a lendária fundação de Roma, em 753 a.C., por Rômulo e Remo – gêmeos que, segundo a lenda, teriam sido abandonados bebês no rio Tibre, onde sobrevivem graças a uma loba que os amamenta. Historicamente, a formação e o povoamento de Roma se dão com o encontro de três  povos da península Itálica:  os etruscos, os gregos e os italiotas 
MONARQUIA. Nesse período, a sociedade é dividida em patrícios (nobreza territorial e militar) e plebeus (artesãos e comerciantes) e o governo é exercido por um rei vitalício e pelo Senado, que congrega patrícios. A centralização do poder pelos reis leva os patrícios a derrubar a monarquia, em 509 a.C., e a implantar a República.
REPÚBLICA. Aristocrática, tem o Senado como órgão supremo. Os senadores, vitalícios, supervisionam as finanças públicas, dirigem a política externa e administram as províncias. As funções executivas são distribuídas entre os membros da Magistratura, como os cônsules e os tribunos da plebe. Os tribunos surgem da luta dos plebeus por direitos políticos. Entre suas conquistas se destaca a Lei das Doze Tábuas, em meados do século V a.C., quando a legislação, então transmitida por via oral e manipulada pelos patrícios, passa a ser escrita e pública.
EXPANSIONISMO. A partir de 510 a.C., Roma dedica-se à conquista de toda a península Itálica. Em 264 a.C., o interesse pela Sicília põe os romanos em conflito com Cartago, dando início às Guerras Púnicas, das quais saem vencedores. Os séculos seguintes são de contínua expansão territorial. Os romanos conquistam a Macedônia e a Grécia, a Ásia Menos, o Egito, a Cirenaica (atual Líbia), a península Ibérica, a Gália (França), a Ilíria (Albânia), a Trácia, a Síria e a Palestina. As conquistas provocam mudanças. Roman deixa de ser agrária e torna-se mercantil, urbana e luxuosa. O Exército ganha poder e o escravismo se generaliza.
CRISE NA REPÚBLICA. A população de Roma cresce, e aumenta a tensão social. O governo adota a política do “pão e circo”, distribuindo trigo e promovendo espetáculos gratuitos, o que continua até o Império. A partir do século II a.C., as reformas defendidas pelos irmãos tribunos Tibério e Caio Graco, em benefício da plebe, e as lutas entre os patrícios e plebeus enfraquecem o Senado. O general Júlio César forma uma aliança política com o banqueiro Crasso e o general Pompeu – o I Triunvirato – e, em 46 a.C., põe fim à República e torna-se ditador. É assassinado dois anos depois. Forma-se, então, o II Triunvirato. As disputas internas dividem os domínios entre seus três integrantes em 40 a.C.: Marco Antonio fica com o Oriente; Emílio Lépido, com a África; e Otávio, com o Ocidente. Graças a manobras no Senado, Otávio conquista plenos poderes. Em 27 a.C., recebe o título de Augusto (filho divino), iniciando o império.
IMPÉRIO. Otávio Augusto fortalece seu poder com um exercito de 300 mil homens. Depois de sua morte, os outros governantes desta dinastia são Tibério (14-37), Calígula (37-41), Cláudio (41-54) e Nero (54068). Seguem-se a dinastia dos Flávio (69-96) e dos Antonino (96-192), na qual o Império vive o Século de Ouro (século I e II). Roma atinge sua maior extensão territorial com Trajano, entre 98 e 117. Além de pacificar o Império, Adriano (117-138) faz uma reestruturação política e militar e codifica o direito romano. No reinado de Marco Aurélio (161-180), há grande progresso cultural.
DECADÊNCIA. Na dinastia seguinte, dos Severo (193-235), a fragilidade da economia, a desigualdade social, a corrupção e a politização do Exercito começam a abalar o Império. Com o fim da expansão territorial, o número de escravos diminui, afetando a agricultura e o comércio. O governo emite moeda, desencadeando a inflação. A redução do Exército facilita a penetração dos bárbaros. A crise é acentuada com a popularização do cristianismo. Por negar a escravidão e o caráter divino do imperador e por criticar os hábitos  romanos, ele inicialmente é combatido, mas torna-se a religião oficial do Império em 380. Em 395, o imperador Teodósio divide o território em Império Romano do Ocidente e do Oriente.  O Ocidente subsiste por 80 anos, acabando em 476, quando Roma é tomada pelos bárbaros.  O do Oriente (Bizantino) estende-se até 1453, quando é dominado pelos turco-otomanos.
                Entre os legados da civilização romana estão o latim – origem das línguas latinas – e o direito romano, base do sistema jurídico ocidental. Mistura arcos etruscos e colunas gregas em obras que exaltam a nação, como o Coliseu e o Panteão de Roma.                          (Fonte: Almanaque Abril 2011. Editora Abril)

Civilização Romana - resumo.


Civilização Romana

a cidade de Roma teria sido fundada em 753 a.C., na planície do Lácio, região central da península Itálica. Na época da fundação, a península era habitada por gauleses, etruscos e italiotas (nas planícies centrais) e gregos (ao sul). Entre as tribos indo-europeias, destacavam-se os latinos, habitantes da planície do Lácio.

* Monarquia (753 - 509 a.C.) O rei tinha atribuições administrativas, militares, jurídicas e religiosas. Havia um conselho de anciãos (Senado), que exercia funções legislativas, com poder de veto sobre as leis propostas pelo rei, e uma assembléia da qual participavam todos os proprietários de terras. A economia romana baseava-se na atividade pastoril, e a sociedade era assim dividida: patrícios – camada social dominante, grandes proprietários de terras; clientes – classe intermediária, formada por indivíduos que se colocavam sob dependência ou proteção de famílias patrícias, em troca de prestação de serviços; plebeus – homens livres sem direitos políticos, trabalhavam como camponeses, artesãos ou comerciantes e estavam sujeitos à escravidão por dívidas. No ano 509 a. C., um golpe desfechado pela aristocracia patrícia pôs fim à monarquia.

* República (509 – 27 a.C.) No período republicano, consolidou-se o modo de produção escravista e definiu-se o perfil imperialista da civilização romana. Controlado pela elite patrícia, o Senado passou a ser órgão de maior poder político.
A partir do século V a.C., entrou em guerra contra Cartago, localizada no norte da África, grande potência comercial da época. O conflito foi conhecido como Guerras Púnicas. Entre 264 a.C. e 146 a.C., Roma sobrepôs-se como potência hegemônica e Cartago converteu-se em província romana.
Durante esse período, imensos territórios foram anexados aos domínios romanos, e o mar Mediterrâneo tornou-se um “lago romano” (o mare nostrum). As regiões conquistadas passaram para o controle romano como províncias, e cada uma era administrada por um procônsul.
A expansão territorial trouxe transformações econômicas, sociais e políticas que provocaram uma violenta crise na república. As consequências do imperialismo foram o aumento do número de escravos e a consolidação da economia escravista; o aumento do número e da extensão dos latifúndios; a ruína dos pequenos proprietários; o desemprego no campo e o êxodo rural; o afluxo de riquezas na forma de impostos e produtos de saques efetuados após as guerras de conquista  e os conflitos sociais decorrentes do caos urbano (desemprego) e da crise política ( guerra civil).
O quadro de empobrecimento, tensão social e anarquia generalizada provocaram lutas civis que se refletiram no cenário político. Uma sucessão de golpes e assassinatos marcou o período entre 133 a.C. e 27 a.C.
Entre 133 a.C. e 121 a.C., os irmãos Graco elaboraram um projeto de reforma agrária e a Lei Frumentária, que determinava o fornecimento de trigo e pão a preços reduzidos para a população pobre de Roma.  Tibério foi assassinado e, depois de sofrer violentíssimas perseguições, Caio Graco ordenou a um escravo que o matasse.
Em 60 a.C., um acordo entre as camadas sociais dominantes  resultou na formação do Primeiro Triunvirato. Formado por Crasso, Pompeu e Júlio César, o Primeiro Triunvirato foi a alternativa para solucionar a longa crise política de república romana; porém, Júlio César organizou um golpe que o tornou imperador de Roma e converteu a república em um regime autoritário.
Temendo pelo fim de seus privilégios e reagindo às reformas de César, o Senado conspirou contra o ditador, assassinando-o em 44 a.C. A morte provocou uma grande revolta popular, habilmente explorada pelo general Marco Antônio. Com Lépido e Otávio, Marco Antônio organizou o Segundo Triunvirato, em 43 a.C.
Após conflitos pela tomada do poder, Otávio impôs-se como cônsul único de Roma, que estava prestes a se tornar um império.

* Império (27 a.C. – 476 d.C.) Em 27 a.C, após receber do Senado o título de Augustus, que lhe atribuía poderes divinos e estabelecia o culto ao imperador, Otávio reorganizou as estruturas políticas de Roma e centralizou o poder.
Durante o Alto Império, Roma atingiu o seu apogeu, desfrutando das conquistas territoriais que atingiram seu ponto máximo.
Octávio Augusto dividiu o império em 54 províncias, estabeleceu a paz nas fronteiras (a chamada pax romana) e estendeu a cidadania para cinco milhões de pessoas das diversas regiões sob o controle romano. Para manter o controle social e ampliar o apoio político, distribuía trigo e promovia espetáculos públicos gratuitos, atitude que ficou conhecida como panen et circenses ( política do pão e circo).
O apogeu do Império Romano durou até meados do século III d.C. O crescimento do cristianismo (que criticava a divindade do imperado, o escravismo e as guerras), a crise do escravismo (em decorrência do fim das conquistas territoriais e das críticas dos cristãos), as revoltas nas províncias, a corrupção e as intrigas palacianas, a formação do colonato para substituir a falta de mão de obra escrava e as constantes invasões bárbaras minaram lentamente o poder do império entre os séculos IV e V d.C.
Alguns imperadores tentaram dar sobrevida ao império. Convertido ao cristianismo, Constantino (313 d.C. a 337 d.C.) promoveu uma reforma religiosa, com a instituição do Edito de Milão, que concedia liberdade de culto aos cristãos do império. Teodósio (380 d.C. a 395 d.C.) tornou o cristianismo a religião oficial do império e, numa tentativa de contornar a crise administrativa, dividiu o Império Romano em dois: Império Romano do Ocidente (com a capital em Roma) e Império Romano do Oriente ( com a capital em Constantinopla).
Contudo, a parte ocidental do império caiu definitivamente nas mãos dos germânicos (chamados de “bárbaros” pelos romanos) no ano 476. A parte oriental do império, convertida em Império Bizantino, sobreviveria por mais alguns séculos.

Cultura Romana: Arquitetura (Foi a principal manifestação artística dos romanos antigos. As construções eram marcadas por arcos e abóbadas e técnicas que ampliaram os espaços interiores. Destaque para o Coliseu). Direito (Durante a República foi criada a Lei das Doze Tábuas, marcando o início do desenvolvimento do Jus Civilis, ou direito civil). Latim ( Idioma do qual se originaram o português, o espanhol, o francês, o italiano e o romeno). Religião (Os deuses gregos e algumas divindades orientais foram adotados pelos romanos com nomes latinos. Durante o Baixo Império, o cristianismo atraía multidões, com suas críticas ao militarismo, ao escravismo e ao politeísmo oficial e com propostas de liberdade, amor e paz).
                                         Fonte: História: Ciências Humanas e suas Tecnologias. Caderno de Revisão. Editora Saraiva) 

Roma Antiga


Civilização Romana: Monarquia. República. Império


A Monarquia de 753 a 509 aC.
Quando Roma foi fundada, a península Itálica era ocupada pelos gauleses, ao norte; pelos etruscos- latinos, ao centro, e pelos gregos ao sul – a Magna Grécia. Desses povos, os mais importantes para a formação de Roma foram os latinos, habitantes do Lácio, que viviam divididos em várias tribos, e os etruscos. Roma foi fundada no Lácio, por volta de 1000 a.C. e ao que tudo indica, foi um centro de defesa latino contra os ataques constantes dos etruscos.
Tem-se, todavia, a versão lendária da fundação de Roma, relatada por Tito Lívio em sua História de Roma e reforçada na obra Eneida, pelo poeta romana Virgílio, segundo a qual Enéias, príncipe troiano filho de Vênus, fugindo de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com a filha de um rei latino.Seus descendentes, Rômulo e Remo, foram jogados por Amúlio, rei de Alba Longa, no rio Tibre. Mas foram salvos por uma loba que os amamentou, tendo em seguida sido encontrados por camponeses. Conta ainda a lenda que, quando adultos, os dois irmãos voltaram a Alba Longa, depuseram
Amúlio e em seguida fundaram Roma, em 753 a.C. Após desentendimentos, entretanto, Rômulo matou o irmão e se  transformou no primeiro rei de Roma.
                A documentação desse período é precária, e até mesmo os nomes dos reis são desconhecidos, citando-se apenas os reis lendários, apresentados nas obras de Virgílio e Tito Lívio. Durante esse período, o rei acumulava as funções executiva, judicial e religiosa, embora seus poderes fossem limitados na área legislativa, já que o Senado, ou Conselho de Anciãos, tinha o direito de veto e sanção das leis apresentadas pelo rei. A ratificação dessas leis era feita pela Assembléia ou Cúria,
composta por todos os cidadãos em idade militar. 
Na fase final da realeza, a partir do fim do século VII a.C., Roma conheceu um período de domínio etrusco, que coincidiu com o início de sua expansão comercial. No período monárquico, a sociedade romana estava dividida praticamente em três classes: Patrícios – cidadãos de Roma, possuidores de terras e gado, que constituíam a aristocracia. Plebeus – parcela da população que passara para o domínio romano durante as primeiras conquistas; eram livres, mas não participavam do Senado, nem podiam formar famílias legalmente reconhecidas. Clientes – indivíduos subordinados a alguma família patrícia, cumpridores de diversas obrigações econômicas, morais e religiosas. O patrício era seu patrono, um "protetor" econômico, político e jurídico; em troca, os clientes seguiam as decisões políticas de seus patronos, cumprindo o obsequium (submissão política), além de dedicar jornadas de trabalho para o seu senhor. Eram, enfim, os dependentes, alguns de origem estrangeira, outros de origem plebéia que, para sobreviver, buscavam a proteção dos abastados e poderosos patrícios. Escravos – população recrutada entre os derrotados de guerra, considerados instrumentos de trabalho, sem nenhum direito político. Ao que parece, durante a Monarquia, o escravismo não possuiu grande significação, ganhando importância
somente com a expansão territorial do período republicano.
                Na verdade, durante a monarquia surgiram condições para a sua instalação, tendo o escravismo se transformado, logo a seguir, no modo de produção predominante, em detrimento de todas as outras formas de trabalho produtivo.


A República de 509 a 27 aC.
Em 509 a.C., o rei Tarquínio, o soberbo, de origem etrusca, foi derrubado por uma conjuração patrícia do Senado, que queria pôr fim à interferência real no poder legislativo. Tarquínio governava de forma despótica, anulando, desse modo, os anseios patrícios de participação política. Terminou assim, a realeza romana, e em seu lugar surgia uma nova estrutura
administrativa, na qual o poder do Senado sobrepunha-se aos demais. 
                O Senado, transformado em órgão máximo da República, controlava toda a administração, as finanças, além de decidir pela guerra ou pela paz. Somente os patrícios tinham acesso a esse órgão legislativo. A grande parcela da sociedade romana, durante a República, era constituída pelos plebeus, que viviam marginalizados politicamente, mesmo que enriquecessem através do comércio. Quando um plebeu, por exemplo, tornava-se insolvente, sem condições de saldar suas dívidas, tinha de se submeter ao credor até a total extinção da dívida, criando-se uma servidão que chegava a durar toda uma
vida.
marginalização e o descontentamento, do início do período republicano, levaram ao agravamento das lutas de classes em Roma. Em 494 a.C., os plebeus, em sinal de protesto, retiraram-se para o monte Sagrado, exigindo representação política. Como sua participação na economia e no exército de Roma era de extrema importância, os patrícios concordaram em atender aos plebeus, que ganharam representação através de dois tribunos da plebe (em 471 a.C. passaram a ser dez). Os tribunos conquistaram também o direito a veto sobre as decisões do Senado e eram considerados intocáveis (imunidade).
Os tribunos podiam ser procurados por qualquer pessoa que se julgasse injustiçada, daí suas casas ficarem abertas dia e noite.
                Em 450 a.C., após outras revoltas plebéias, os patrícios convocaram os decênviros, dez juristas nomeados para redigir um código de leis. O resultado foi a elaboração da Lei de Doze Tábuas, primeira compilação escrita das leis romanas. m 367 a.C., foram adotadas as Leis Licínias, que possibilitaram os plebeus partilhar as terras conquistadas, além de estabelecer que um dos cônsules seria sempre um plebeu. A Lei Canuléia também favoreceu os plebeus, pois permitiu o casamento entre estes e os patrícios. Acabaram-se as distinções sociais tradicionais, mas mantinha-se a distinção econômico-militar, entre ricos e pobres, altas patentes e simples soldados. Um dos fatores que permitiram manter essa situação foi o
nacionalismo surgido com as guerras e a expansão territorial. 
                Do século V a.C. ao III a.C., Roma empenhou-se em conquistar a península Itálica devido à necessidade de obter gêneros para o abastecimento essencial, bem como de pôr fim às ameaças de invasão dos povos da região. Em 272 a.C., Roma alcançou o extremo sul, conquistando Tarento, na região da Magna Grécia. A expansão deu dinâmica própria à estrutura escravista que, estabelecida, passou a exigir novas conquistas para aumentar o número de cativos, os quais cada vez mais passavam a ser indispensáveis à estrutura sócio-econômica do mundo romano. Embora tivesse conquistado a península Itálica, a hegemonia cartaginesa no Mediterrâneo impedia a expansão romana na região. A cidade de Cartago, fundada pelos fenícios, com cerca de 250 mil habitantes, localizava-se ao norte da África, mas possuía inúmeras colônias na
Córsega, Sardenha, Sicília e península Ibérica. 
A disputa pela posse da Sicília originou guerras entre Roma e Cartago que se estenderam de 264 146 a.C. e ficaram conhecidas como Guerras Púnicas.Os romanos viveram momentos de grande tensão quando o general cartaginês Aníbal atravessou Gilbratar, os Pirineus e os Alpes para atacar Roma, embora não tenha obtido sucesso e tenha sido obrigado a regressar a Cartago. Aníbal foi derrotado em Zama, ao sul de Cartago, pelo general romano Cipião, o Africano. Em 146 a.C., entretanto, Roma conseguiu arrasar definitivamente Cartago, dizimando sua população, tomando todo o mar Mediterrâneo. Depois de muitas batalhas, o ódio dos romanos contra os cartagineses transformou-se em sentimento nacionalista, deixando em segundo plano muitas das divergências entre classes em Roma. No século II a.C., coube a Catão, o censor, personificar obsessivamente uma campanha pela destruição completa de Cartago. Nos seus discursos, no Senado
romano, Catão sempre encerrava com a frase "Cartago seja destruída".
                O sucesso de suas pregações selou o destino da cidade. Outras conquistas romanas foram, no Oriente, a Macedônia
(197 a.C.), a Síria (189 a.C.), a Grécia (146 a.C.) e o Egito (30 a.C.), e no Ocidente, a península Ibérica (133 a.C.) e a Gália Transalpina (55 a.C.) Durante o período de conquistas, a sociedade romana transformou-se profundamente devido ao clima
imperialista  que subsistia, favorecendo o modo de produção escravista.
                As causas de mudanças sociais deveram-se:. ao grande afluxo de riqueza para Roma, proveniente das
conquistas;. à ruína do pequeno lavrador, impossibilitado de concorrer com a produção de latifúndios trabalhados por escravos;. ao aumento da escravidão;. ao êxodo rural, gerando o empobrecimento da plebe;. ao surgimento de novas camadas sociais.Graças às suas conquistas no Oriente, Roma atraiu milhares de intelectuais e mercadores gregos. Esse influxo acelerou o processo de helenização já iniciado quando do contato de Roma com as cidades gregas da Itália meridional.
                Uma conseqüência fundamental da expansão foi o contato com a experiência jurídica de outros povos, entre os quais,
os gregos. Os juristas romanos, demonstrando as virtudes romanas do pragmatismo e do senso comum, fizeram uma incorporação seletiva dos elementos dos códigos de leis e tradições dessas nações ao direito romano. Assim, os juristas romanos de modo gradativo e empírico elaboraram o jus gentium com o direito natural (jus naturale) dos estóicos. Afirmaram os juristas que o direito devia estar de acordo com os princípios racionais inerentes à natureza – normas universais capazes de serem compreendidas por indivíduos racionais. Em 326 a.C., aboliu-se a submissão servil por dívidas, o que tornou a mão-de-
obra escrava (os vencidos) de importância vital para a produtividade rural da elite romana.
                A ampla utilização de mão-de-obra escrava, entretanto, trouxe ao Estado romano inúmeras rebeliões de cativos, entre
as quais a mais importante foi a comandada pelo trácio Spartacus, de 73 a.C. a 71 a.C., que chegou a ameaçar a própria cidade de Roma. Escapando de Cápua, cidade ao sul de Roma, 74 gladiadores refugiaram-se próximo ao vulcão Vesúvio,
onde reuniram mais de 120 mil soldados.
                Frente à crise geral por que passavam os pequenos agricultores, alguns grupos mobilizaram-se em busca de reformas. Destacaram-se nesse período, dois tribunos da plebe, Tibério e Caio Graco. Tibério, eleito tribuno da plebe em 133 a.C., propôs uma lei pela qual quem tivesse mais de 310 acres de terra deveria doar o excedente para o Estado, a fim de que estes as arrendasse aos cidadãos pobres. O Senado opôs-se a tais medidas e, numa tumultuada sessão no recinto do próprio Senado, Tibério e mais de trezentos de seus adeptos foram assassinados. Tibério Graco denunciou o empobrecimento dos pequenos camponeses; "Os homens que combatem e morrem pela Itália têm o ar e a luz, mas mais nada [...] Lutam e perecem para sustentar a riqueza e o luxo de outros, mas, embora sejam chamados senhores do mundo, não tem um único torrão de terra que seja seu". Caio Graco foi eleito tribuno em 123 a.C., dez anos depois do assassinato de seu irmão Tibério. Caio elaborou leis para melhorar as condições de vida da plebe, como a Lei Frumentária, que determinava a distribuição de trigo a preço baixo aos plebeus, além da reforma agrária. Os aristocratas reagiram contra Graco e seus seguidores, o que resultou em vários confrontos armados, até que, cercado numa das colinas romanas, Caio ordenou a um escravo que o matasse.
O escravo suicidou-se em seguida.
                Após a morte dos Graco, houve a polarização política seguida de radicalização nas lutas governamentais, e a
República Romana entrou em crise. De um lado estavam os aristocratas, preocupados com a manutenção da ordem existente; de outro, os populares, ansiosos por reformas. Destacaram-se nesse período o general Mário, o defensor da plebe, e o general Silas, que defendia os conservadores. Mário chegou a ser eleito cônsul por seis vezes consecutivas, conseguindo transformar o exército,cujos postos eram privilégio dos cidadãos, em um exército popular, composto por assalariados. Os soldados passaram a receber um soldo, participação nos espólios e, ao cabo de 25 anos de carreira, direito a um pedaço de terra. Com a morte de Mário, em 86 a.C., Silas estabeleceu uma ditadura militar e persegui violentamente os antigos seguidores de seu
antecessor, conseguindo desarticular os grupos políticos populares.
                Em 79 a.C., Silas já velho, abdicou-se, e o período que se seguiu foi de aparente calma, pois novos líderes
aristocráticos, como Pompeu e Crasso despontavam. Pompeu conseguiu abafar na Espanha uma revolta popular comandada por Sertório (78 a.C. – 72 a.C.), enquanto Crasso reprimiu a revolta dos escravos lideradas por Spartacus. O prestígio militar alcançado pelos dois generais aproximava-os da política, na qual já se destacava Júlio César. O clima de insatisfação perdurava e houve nova tentativa de golpe político, dessa vez de um patrício, Catilina, que tencionava tomar o poder e assassinar os magistrados. Essa conjura foi delatada e evitada por Cícero, destacado orador, eleito cônsul.Os cidadãos de Roma disputaram o controle do Estado, ativando a instabilidade política que caracterizou o final da República romana. 
                Em 60 a.C., o Senado acabou elegendo três fortes líderes políticos ao consulado: Júlio César, Pompeu e Crasso governaram juntos no chamado Primeiro Triunvirato, dividindo entre si os domínios romanos.Contudo, em 54 a.C., Crasso morreu combatendo na Pérsia e, dois anos depois, Pompeu foi proclamado cônsul único destituindo César do comando militar da Gália. Ao receber a mensagem senatorial de sua destituição, César, entretanto, resolveu lutar e avançou para o sul. Foi nesse momento que César, atravessou o rio Rubicão, fronteira entre sua província e a Itália, teria dito "A sorte está lançada!" e dirigiu-se para Roma, causando a fuga de Pompeu. César assumiu imediatamente o poder romano, mas só iria derrotar Pompeu definitivamente na Grécia, em 49 a.C. Pompeu escapou ileso e fugiu para o Egito, onde acabou sendo assassinado. Nessa época, crescia no Egito a disputa pelo poder entre o faraó Ptolomeu e sua irmã Cleópatra. Júlio César foi para a Alexandria, apoiou Cleópatra e colocou-a no poder. Em seguida, dirigiu-se à Ásia Menor, onde aniquilou as tropas sírias inimigas. Retornando a Roma, Júlio César foi proclamado ditador vitalício, em clara oposição ao Senado, que organizou uma conspiração contra ele. Em 44 a.C., foi assassinado a punhaladas em pleno Senado. Sua morte gerou uma grande revolta na população, fato habilmente explorado por Marco Antônio, um dos fortes generais de César que, juntamente com Otávio e
Lépido, formou o Segundo Triunvirato.
                Após eliminarem os opositores de César, os novos triúnviros iniciaram suas disputas internas. Otávio, aproveitando-se

da ausência de Marco Antônio, que se encontrava no Egito, tentou ampliar seus poderes. Desconsiderou Lépido e declarou guerra a Marco Antônio, o qual foi derrotado na batalha naval de Actium, em 31 a.C. Em seguida, Otávio recebeu do Senado o título de princeps (primeiro cidadão), primeira etapa para obter o título de imperator (o supremo). Otávio tornou-se progressivamente senhor absoluto de Roma, recebendo, além dos dois títulos, o de Augutus (o divino), até então, inédito entre os governantes romanos. A rivalidade entre Otávio (ou Otaviano) e Antônio ganhou intensidade nos final dos anos 40 e cresceu mais ainda durante os anos 30. Depois da anulação do poder de Lépido, os dois triúnviros concentraram suas forças em regiões opostas: Otávio no ocidente e Marco Antônio no Oriente.A partir daí, Antônio identificou-se cada vez mais com o Oriente helênico: mostrava desprezo pelas tradições romanas, e estabeleceu com Cleópatra uma forte aliança política e pessoal. Antônio reorganizou as províncias orientais, iniciou, embora sem sucesso, uma invasão da Pérsia (ano 36 a.C.), conquistou a Armênia(34 a.C.) e celebrou essa vitória como um triunfo em Alexandria. Logo depois, decretou as chamadas 'doaçõesde Alexandria', passando às mãos de Cleópatra e seus filhos certas províncias orientais e algumas regiões que planejava conquistar. A política oriental de Antônio garantiu-lhe uma poderosa base estratégica e econômica; nas mãos de Otaviano, entretanto, essa política serviu para desgostar a opinião pública dos italianos e para provocar uma guerra nacional contra Cleópatra, dentro dos interesses de Roma (32 a.C.). Derrotado por Otaviano em 31 a.C., e abandonado por suas tropas, Antônio suicidou-se em Alexandria no ano 30 a.C.

  
 O Império de  27 aC. a 476 d.C.

Com o advento do Império, em 27 a.C., reorganizou-se a estrutura política romana, concentrando-se toda a autoridade
nas mãos do imperador. Esse último período apresenta duas etapas distintas: o Alto Império (século I a.C. a III d.C.) e o Baixo Império (século III a V d.C.). Roma atingiu seu apogeu, durante o Alto Império, devido ao desenvolvimento sem precedentes do modo de produção escravista e às conquistas territoriais, alcançando riquezas e poder como nenhuma outra civilização. Ao imperador, supremo mandatário, cabia exercer totalmente o controle político, sobrepondo-se ao Senado. A ele competia nomear magistrados, controlar os exércitos, interferindo, até mesmo, nas questões religiosas. Com a plena centralização, conseguia-se a estabilidade, anulando os tradicionais conflitos entre as várias facções políticas. O império foi,
enfim, a solução governamental encontrada para pôr fim ao descontrole político republicano. 
                Otávio Augusto, o primeiro imperador (27 a.C.- 14 d.C.), preocupou-se com as obras públicas, sendo dessa época
muitas das magníficas construções, cujas ruínas podem ser vistas ainda hoje em Roma. Para cuidar da sua segurança, criou-se a Guarda Pretoriana, cuja principal função era defender o imperador e vigiar a capital. Ao mesmo tempo, Otávio Augusto, distribuía trigo à população e organizava sistematicamente grandes espetáculos públicos de circo, a chamada política de pão e circo, ampliando muito a sua popularidade. Administrativamente, foi criada uma nova estrutura, que visava modificar desde a forma de cobrança de tributos, pondo fim ao usual arredamento de arrecadação, até as divisões sociais e a convocação de homens para o exército. O funcionalismo público também foi ampliado, sendo o conseqüente aumento de despesas coberto
pelo crescente fluxo de riquezas. 
                Para uma população imperial de quase 60 milhões de habitantes, a sociedade romana passou a ser dividida em
cidadãos, cerca de 5,5 milhões de pessoas, e províncias. Os cidadãos, por sua vez , eram hierarquizados de acordo com suas fortunas: no topo da escala social ficava a ordem senatorial, um conjunto aproximado de duas mil pessoas, os possuidores de mais de 1 milhão de sestércios (moeda de prata); em seguida vinha a ordem eqüestre, cerca de vinte mil indivíduos com fortuna superior a 400 mil sestércios; e finalmente abaixo, ficava a ordem plebéia. No plano militar, Otávio Augusto organizava um poderoso exército de mais de 300 mil homens, divididos em 25 legiões (cada uma com 5.620 combatentes), composto por
cidadãos e tropas auxiliares das províncias, cujos membros só recebiam a cidadania após o serviço militar. 
                Foi, graças ao poder e àestabilidade iniciada por Augusto, que Roma pôde desfrutar de um período de grande
prosperidade, constituindo a pax romana que duraria pelo menos mais de dois século após o seu governo.Durante o governo de Otávio, nasceu Jesus Cristo, em Belém, o fundador de uma nova religião – o cristianismo – que, pouco a pouco foi ganhando seguidores em todo o Império. Na literatura, o período de governo de Otávio Augusto foi conhecido como século de ouro graças a seu ministro Mecenas, que, por seu grande interesse pelas artes, apoiou, entre outros, escritores como Horácio e Virgílio Com a morte de Otávio, o Alto Império passou por diversas dinastias: de 14 a 68, o governo coube à dinastia Júlio-claudiana, seguida pela dos Flávios, que perdurou até 96, vindo a seguir a dos Antoninos, que governaram até 192. A última
dinastia foi a dos Severos, que estiveram no poder de 193 a 235. 
                Os sucessores de Augusto desestruturaram o governo, minando o modo de produção escravista, fator de riqueza para
o Império, além de favorecerem o descontrole político com as constantes intrigas palacianas, as crises sucessórias e a imoralidade em nível não só pessoal, mas também administrativo.De maneira geral, essa situação se agravou com os imperadores Tibério (14-37), Calígula (37-41) E Nero (54-68). Tibério desmoralizou o governo, e acabou sendo transferido para Capri, onde morreu assassinado; Calígula, famoso por sua imoralidade e despotismo inconseqüente, chegou a nomear o cavalo Incitatus, cônsul romano. Foi também Calígula que mandou cortar a cabeça das estátuas dos deuses em Roma, substituindo-as por seu próprio rosto como modelo. Já Nero celebrizou-se pelas perseguições aos cristãos, que se negavam a cultuá-lo como divindade. Para incrimina-los e reprimi-los com mais violência, Nero mandou incendiar a cidade de Roma. Com a dinastia dos Antoninos, Roma voltou a ter relativa estabilidade e prosperidade, pois a habilidade de imperadores como Trajano e Marco Aurélio amenizou temporariamente as dificuldades do Império. Durante o governo de Trajano, o Império
atingiu a sua maior extensão territorial e com Marco Aurélio, um enorme reerguimento cultural. 
                No final do período antonino , entretanto, delinearam-se os contornos que poriam fim ao escravismo e ao mundo
romano, processo que perdurou do século III ao V. No governo da dinastia dos severos, a fragilidade romana não podia mais reverter a sua decadência, crescendo a pressão dos povos vizinhos que avançavam em ordas sobre o interior do Império, iniciando o Baixo Império Romano O Baixo Império foi marcado pela decadência, pelas grandes crises e pela anarquia, devidas principalmente à interrupção das conquistas, o que arruinou a economia imperial, baseada no trabalho escravo e na exploração
das províncias. Escasseando os tributos impostos aos vencidos, Roma caminhou para o progressivo esgotamento econômico. 
                Os principais imperadores desse período foram: Diocleciano(284-305) – tentou salvar a falência do Império, baixando
o Edito Máximo, onde fixou preços máximos para as mercadorias e salários, sendo os infratores condenados à morte. A medida não surtiu efeito, pois as mercadorias desapareceram enquanto os preços continuaram a subir descontroladamente. Outra decisão importante de Diocleciano foi a criação da tetrarquia – divisão do Império entre quatro generais buscando conseguir a paz social e o controle político perdido. Constantino (313-337) – através do Edito de Milão, concedeu liberdade de culto aos cristãos, já importantes em número e influência. Buscou também estabilizar a produção rural frente à escassez de mão-de-obra decretando, com a Lei de Colonato, a obrigatoriedade de fixação do colono à terra que trabalhava. Era a intensificação do uso do trabalho servil em substituição ao trabalho escravo. Outra medida de destaque tomada por Constantino foi a fundação de uma segunda capital do Império – Constantinopla (hoje Istambul), com a finalidade 
de de garantir a proteção da fronteira do leste. 


Teodósio (378-395) – oficializou o cristianismo e, em 395, dividiu o Império Romano em dois: o do Oriente , que tinha como capital Constantinopla; e o do Ocidente, cujo capital era Roma. Ao final de seu governo, os bárbaros conseguiram se infiltrar por todo o Império, o que culminou nas invasões e na queda definitiva do Império Ocidental, em 476, quando a tribo dos
hérulos, chefiada por Odoacro, derrubou o último imperador romano, Rômulo Augusto. 
                Foram diversos os fatores que causaram a decadência romana, destacando-se o
 imperialismo, as guerras civis, a
anarquia militar, a crise do escravismo, a ascensão do cristianismo e as invasões bárbaras. O imperialismo romano e as guerras civis internas foram os responsáveis pela ampliação do aparelho militar e burocrático, bem como a instabilidade política. As sucessivas lutas pelo poder geraram corrupção, descontrole político, queda de valores tradicionais, desencadeando uma série crise moral. No século III impôs-se a anarquia militar: as legiões entronavam e destronavam imperadores segundo interesses imediatos (de 211 a 284, por exemplo, sucederam-se cerca de vinte imperadores). 
Os soldados, que gozavam de grande prestígio, apoiavam irrestritamente os generais, que se apossavam, mesmo que por curtos períodos, de regiões provinciais, o que contribuía para o acirramento da crise. A crise do escravismo, ocasionado pelo fim das guerras de conquistas e que fez escassear o numero de prisioneiros, tornou-se um obstáculo à produção, baseada fundamentalmente na escravidão. Os proprietários foram então obrigados a arrendar suas terras a camponeses, que se
sujeitavam a pagar quaisquer tributos que lhes fossem cobrados. Substituí-se o escravismo pela servidão rural. 
                O crescimento do cristianismo foi outro fator de desagregação do Império, pois se opunha à estrutura militar e
escravocrata, sustentáculo do Império Romano. A crise econômica, advinda da crise escravista, resultou na diminuição de receitas para cobrir os gastos com a manutenção da burocracia e do exército, ao lado disso, houve uma nítida diminuição de áreas cultivadas, devido à falta de mão-de-obra, o que veio a encarecer os produtos. Ao mesmo tempo, o Estado desvalorizava a moeda, devido à diminuição de metais nobres, como ouro e prata, único meio de que dispunha para saldar seus compromissos. Houve, em conseqüência, uma inflação crescente, que resultou num caos monetário, no início do século III, e que acelerou a decadência econômica.A volta para uma economia rural de subsistência fez com que a população rural se isolasse em vilas auto-suficientes e autônomas, para poder enfrentar a crise geral do Império. Finalmente, as invasões bárbaras minaram as forças imperiais, já agonizantes, tomando pouco a pouco seus territórios e pondo fim ao Império Romano em 476.

                                                                                         Fonte:http://www.grupoescolar.com/pesquisa/civilizacao-romana







sábado, 9 de setembro de 2017

Vídeo - Grécia Antiga - Parte 1

                                                                    Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=DJ2dNQtUX1Q

Vídeo - Grécia Antiga - Parte 2

                                                                    Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=JFAB7OoCjKs

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Sete de setembro: independência do Brasil

Sete de setembro de 1822: independência do Brasil


Brasil independente.
 Independência com desenvolvimento, justiça e  oportunidades.
Independência com investimentos em educação, saúde, segurança e cidadania. 
Somente assim se constrói uma nação.
Parabéns ao Brasil e ao povo brasileiro.

domingo, 27 de agosto de 2017

Grécia Antiga - resumo

Grécia Antiga - resumo

Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.
Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

No Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.), temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.

Logo em seguida, no Período Homérico (XI – VIII a.C.), as comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

Entre os séculos VIII e VI a.C., na Fase Arcaica da Grécia Antiga, os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica.

O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada. A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.


                                                                          Rainer Sousa    -  http://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm 



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Grécia

Grécia antiga: Texto


Texto retirado de http://educacao.uol.com.br/historia/grecia-antiga-a-influencia-da-cultura-helenistica-na-civilizacao-ocidental.jhtm  sobre a Grécia Antiga. Texto  interessante e de fácil entendimento

 

A influência da cultura helenística na civilização ocidental

Fernanda Machado*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


Fred Eckschmiedt/Página 3
O Parthenon, na acrópole de Atenas


A importância de se conhecer a Grécia da Antigüidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas idéias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas.

No entanto, não podemos confundir a Antigüidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se organizar a mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas.

Apesar dessas diferenças, os gregos tinham uma só língua, que, mesmo com seus dialetos, podia ser entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Esses povos tinham também a mesma crença religiosa e compartilhavam diversos valores culturais. Assim, os festivais de teatro e os campeonatos esportivos, por exemplo, conseguiam reunir pessoas de diferentes lugares da Hélade, como se chama o conjunto dos diversos povos gregos.

Cidades-Estados

Essa Grécia de 4.000 anos atrás era formada por ilhas, uma península e parte do continente europeu. Compunha-se de várias cidades, com seus Estados próprios, que eram chamadas de cidades-Estados. Essas cidades localizavam-se ao sul da Europa, nas ilhas entre os mares Egeu e Jônio. Algumas das cidades gregas de maior destaque na Antigüidade foram Atenas, Esparta, Corinto e Tebas.

Essas cidades comercializavam e ao mesmo tempo guerreavam entre si. As guerras eram motivadas pelo controle da região e para se conseguir escravos, os prisioneiros de guerra, que moviam grande parte da economia daquelas sociedades.

Afora os escravos e os pequenos proprietários, havia os cidadãos propriamente ditos, naturais da cidade e proprietários de terras, que tinham direitos políticos e podiam se dedicar a atividades artísticas, intelectuais, guerreiras e esportivas. Isso indica que as pessoas com mais prestígio e propriedade cuidavam exclusivamente do aprimoramento do corpo e da mente. Os mais pobres e os escravos eram quem movimentava a economia, fazendo o trabalho braçal, considerado, então, como algo desprezível.

Influência de Creta, Egito e Fenícia

Esses diversos povos gregos organizaram-se e ganharam força por volta do ano 2.000 a.C. A cultura grega tornou-se tão importante porque foi a síntese, o resumo, de diversas outras culturas da Antigüidade, dos povos que viveram na África e no Oriente Médio. Assim, os gregos conheceram os cretenses, que eram excelentes navegadores. Tiveram contato com os egípcios, famosos nos nossos dias pelo complexo domínio de conhecimentos técnicos que possuíam e por sua organização social.

Por fim, a influência dos fenícios também foi muito importante na cultura grega. Os fenícios foram o povo, naquela parte do planeta, que havia inventado o alfabeto cerca de 1.000 anos a.C. Esse alfabeto foi aperfeiçoado pelos gregos, que por sua vez deu origem ao alfabeto latino, inventado pelos romanos. Como se sabe, a língua portuguesa, que nós falamos, tem origem latina.

Todo esse processo demonstra como ocorreram freqüentes intercâmbios entre os povos ao longo da história da humanidade, embora muitos conhecimentos e invenções tenham se perdido ou deixado de fazer sentido quando essas civilizações desapareceram.

Sociedade espartana

As cidades-Estados sobre as quais sobreviveram mais informações são Atenas e Esparta. Essas sociedades eram, aliás, bem diferentes e freqüentemente lutaram uma contra a outra. A sociedade espartana era considerada rígida (nos dias de hoje, quando queremos dizer que alguma coisa ou pessoa é muito cheia de regras, fechada, dizemos que é "espartana"). Em Esparta, os homens viviam para a vida militar.

Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado, em acampamentos coletivos, onde viviam dos 12 até os 30 anos. Para o governo, existiam os conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres espartanas cuidavam da casa e tinham também uma vida pública: administravam o comércio na ausência dos homens.

Atenas e a democracia

Já Atenas, que foi considerada o exemplo mais refinado da cultura grega, teve seu apogeu cultural e político no século 5 a.C. Na sociedade ateniense, diferentemente de Esparta, as decisões políticas não estava nas mãos de um conselho, mas sim no governo da maioria, a democracia. Dentro desse sistema, todos os cidadãos podiam representar a si mesmos (não precisavam eleger ninguém) e decidir os destinos da cidade. Ao mesmo tempo em que Atenas abria o espaço para os cidadãos, reservava menor espaço para as mulheres do que na sociedade espartana. Em Atenas, as mulheres, assim como os escravos, não eram consideradas cidadãs.

Os jogos olímpicos

De tempos em tempos, as civilizações que surgiram após os gregos - inclusive a nossa - voltam seus olhos para essa cultura tão antiga, chegando mesmo a retomar alguns de seus costumes. Assim aconteceu, por exemplo, com os Jogos Olímpicos. Essa atividade ganhou importância no mundo ocidental na primeira metade do século 20, como uma forma de celebrar pacificamente a rivalidade entre os países que se confrontaram em duas Guerras Mundiais. Na verdade, as Olimpíadas foram reinventadas no final do século 19, ou seja, mais de 2.000 anos depois de terem sido extintas.

Na Grécia Antiga, os jogos olímpicos eram um ritual de homenagem a Zeus (o deus máximo de uma religião com muitos deuses). Esses jogos realizavam-se na cidade de Olímpia e envolviam todas as cidades-Estados da Hélade em várias competições de atletismo. Dentre as modalidades de esporte que se praticavam havia a corrida, a luta livre, o arremesso de discos, salto e lançamento de dardos. Os vencedores voltavam às suas cidades com uma coroa de folhas de oliveira e um imenso prestígio.

Os macedônios e a cultura helenística

No entanto, após o esplendor de Atenas no século 5 a.C., as cidades-Estados gregas foram perdendo seu poder e acabaram conquistadas e unificadas pelos macedônios, no século 4 a. C. Sob o domínio de Alexandre, o Grande, a cultura grega se expandiu territorialmente, indo do Egito à Índia, num processo em que simultaneamente influenciava e sofria influências. Essa cultura que correu mundo, tendo como raiz a tradição grega, foi chamada de cultura helenística.

Por fim, no século 1 a.C., foi a vez dos romanos chegarem à Grécia antiga, conquistando-a. Ainda que Roma tenha incorporado a maior parte dos valores gregos, inaugurando a cultura greco-romana, os povos gregos da Antigüidade não conseguiram mais obter sua autonomia política e assim foram, ao longo dos séculos, desaparecendo.