Frase andante

"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)------------------- "Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)

=========================== Bem-vindo(a) =============================

ATENÇÃO. Este blog é apenas mais uma ferramenta de apoio complementar ao conteúdo do livro didático para auxiliar meus alunos e visitantes. Os vídeos e textos apresentados e indicados estão disponíveis na internet e são citados sempre com as referências e fontes. Que este blog seja mais um instrumento de aprendizagem e reforço de conteúdo para todos os visitantes. Seja bem-vindo(a).

====================================================

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Formação de Portugal - Texto

Formação da Monarquia Nacional Portuguesa 


A instalação das monarquias espanhola e portuguesa é usualmente compreendida a partir das guerras que tentaram expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. Desde o século VIII os árabes haviam dominado boa parte do território ibérico em função da expansão muçulmana ocorrida no final da Alta Idade Média. A partir do século XI, no contexto das Cruzadas, os reinos cristãos que dominavam a região norte formaram exércitos com o objetivo de reconquistar as terras dos chamados “infiéis”.


Os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão juntaram forças para uma longa guerra que chegou ao fim somente no século XV. Nesse processo, os reinos participantes desta guerra buscaram o auxílio do nobre francês Henrique de Borgonha que, em troca, recebeu terras do chamado condado Portucalense e casou-se com Dona Teresa, filha ilegítima do rei de Leão. Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho, Afonso Henriques, lutou pela autonomia política do condado.



A partir desse momento, a primeira dinastia monárquica se consolidou no Condado Portucalense dando continuidade ao processo de expulsão dos muçulmanos. As terras conquistadas eram diretamente controladas pela autoridade do rei, que não concedia a posse hereditária dos feudos cedidos aos membros da nobreza. Paralelamente, a classe burguesa se consolidou pela importante posição geográfica na circulação de mercadorias entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte.



No ano de 1383, o trono português ficou sem herdeiros com a morte do rei Henrique I. Nesse momento, o reino de Castela tentou reivindicar o domínio das terras lusitanas apoiando o genro de Dom Fernando. Sentindo-se ameaçada, a burguesia lusitana empreendeu uma resistência ao processo de anexação de Portugal formando um exército próprio. Na batalha de Aljubarrota, os burgueses venceram os castelhanos e, assim, conduziram Dom João, mestre de Avis, ao trono português.



Essa luta – conhecida como Revolução de Avis – marcou a ascensão de uma nova dinastia comprometida com os interesses da burguesia lusitana. Com isso, o estado nacional português se fortaleceu com o franco desenvolvimento das atividades mercantis e a cobrança sistemática de impostos. Tal associação promoveu o pioneirismo português na expansão marítima que se deflagrou ao longo do século XV.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

http://www.brasilescola.com/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htm

Formação Portugal - Espanha (mapas)

Mapas:Formação Portugal-Espanha

                Fonte:http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/12/formacao-das-monarquias-ibericas.html

Formação da Espanha - Texto.



FORMAÇÃO DA MONARQUIA ESPANHOLA

Guerras de Reconquista: Formação da Monarquia Nacional Espanhola 
           
A reconquista da Península Ibérica foi fator importantíssimo para a formação da Monarquia Nacional Espanhola, bem como de Portugal, pois somente pela união da maioria do território espanhol foi que a Espanha conseguiu expulsar por completo a ameaça Árabe da Europa. Não podemos esquecer que os atritos entre os valis (governadores – estavam abaixo dos califas) em busca de independência das suas províncias tornaram o califado de Córdova vulnerável, fazendo com que o califa, em 1031, por não suportar mais as lutas contra seus companheiros e as incursões cristãs, abdicasse. Assim foram constituídos os emirados independentes de: Múrcia, Badajoz, Granada, Saragoça, Maiorca, Valência, Sevilha, Toledo e Córdova, que por sua vez guerreavam entre si.
            A realidade da reconquista somente acontece quando Pelágio, asturiano, conquista sua primeira vitória em Covadonga, sendo proclamado pelos companheiros, rei (Koenige – rei na forma germânica), após ter sido escolhido (gewaehlte) para o comando.
            O reino de Leão, anteriormente fora: um pequeno reino com capital Gijon, no Mar Cantábrico, que em 760 se transformara no reino de Oviedo, este por sua vez em 914 se torna o reino de Leão. Após estes acontecimentos outros reis vieram e contribuíram para o crescimento do reino de Leão. Outros reinos também começavam a levantar, como Navarra, que fora parte do império franco de Carlos Magno com o condado de Barcelona, constituiu-se com Estado independente tendo Pamplona como capital, vindo a ser reconhecido na dieta de Tribur em 837. Fora por um momento, detentora dos territórios cristãos da península, porém com a morte de seu unificador, Sancho III, o Grande,  o reino foi novamente desmembrado.
            Do desmembramento do Reino de Navarra, Aragão ficou com um dos herdeiros de Sancho III, o Grande, Castela, que fazia parte de Leão, ficou para o outro herdeiro. Navarra era um território pequeno rodeado por cadeias montanhosas, não tendo condições consideráveis para assumir os acontecimentos, se manteve isolada.
            Navarra passou ao domínio francês após o casamento entre sua ultima princesa com Felipe, o Belo (1248). Fernando, o Católico, rei de Aragão, casou-se com Isabel de Castela, desta união e após a conquista da Alta Navarra em 1512, formou-se a Espanha. Aragão não teve muita participação na reconquista como Castela e Leão, mas não deixou de rechaçar os árabes ainda presentes na península, conquistou Huesca e estabeleceu sua capital em Saragoça. A Espanha se constituiu como Monarquia Nacional após a conquista de Granada em 1492.
                                                                                                  Fonte: http://www.ufscar.br/cursinhoufscar/monar_espanhola.htm

Formação dos Estados Modernos:Espanha e Portugal


 Ficha


      Espanha
Desde o início do século VIII, a Península Ibérica foi quase totalmente dominada pelos muçulmanos. Os cristãos que lá viviam ocupavam os territórios ao norte da península.
As lutas dos cristãos pela retomada pelos territórios da Península Ibérica ficaram conhecidas pelo nome de Reconquista.
Aos poucos, os territórios que os cristãos reconquistavam na península deram origem a reinos como Leão, Castela, Navarra e Aragão..
As guerras e os casamentos arranjados nos ajudam a entender por que esses reinos variam tanto em tamanho, poder político e militar. Essa instabilidade durou até o casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do rei de Leão e Castela. Da união desses três reinos, formou-se o país Espanha.
Portugal
Afonso VI, que governava os reinos de Leão e Castela, concedeu ao nobre Henrique de Borgonha, como recompensa por sua atuação nas guerras de Reconquista, uma porção de terras situadas entre os rios Douro e Minho e denominada Condado Portucalense.
Mais tarde, no ano 1139, Afonso Henriques, o filho de Henrique, rompeu com o reino de Castela e proclamou-se rei das terras recebidas por seu pai. O passo seguinte foi a conquista das terras ao sul: era o início do reino de Portugal.

Formação: Portugal-Espanha. Mapas- 2

Mapas: Formação: Portugal-Espanha. Mapas -2

        Fonte: http://olharparaver.blogspot.com.br/2010/06/formacao-de-portugal-e-espanha-parte-i.html

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Formação das Monarquias Nacionais: Portugal e Espanha

Leia resumo bem prático da formação de Portugal e da  Espanha.



Formação das Monarquias Nacionais: Portugal e Espanha

Origem das nações
Durante quase toda a Idade Média não existiam países como os conhecemos hoje. As pessoas sentiam-se ligadas apenas a uma cidade ou a um feudo, e não a um país. Já no final da Idade Média, os reis voltaram a aparecer em cena. Queriam ampliar seu poder e submeter os senhores feudais e a Igreja. A única saída para isso era aliarem-se aos burgueses, centralizando, assim, a autoridade.
Nesta aliança, a burguesia contribuiria com o dinheiro, e o rei faria as modificações que favorecessem o comércio. Com o dinheiro da burguesia, os reis poderiam organizar um exército profissional capaz de impor sua autoridade aos outros senhores feudais e nobres. Estas novas nações, por serem governadas por reis, ficaram conhecidas como Monarquias Nacionais.

A Monarquia Nacional Portuguesa
Portugal foi o primeiro país europeu em que se consolidou um governo forte, centralizado na pessoa do rei. A formação da Monarquia Nacional Portuguesa iniciou-se na luta pela expulsão dos árabes, que desde o século VIII dominavam a península Ibérica. O rei Afonso VI, do reino cristão de Leão e Castela, com o auxilio de nobres franceses, conseguiu vitórias na luta contra os mouros. Como recompensa, concedeu ao nobre francês Henrique de Borgonha a mão de sua filha e doou terras que formavam o Condado Portucalense.
O filho de Henrique de Borgonha, Afonso Henriques, proclamou-se rei de Portugal em 1139, dando início à dinastia de Borgonha. Afonso Henriques, o Conquistador, estendeu seus domínios para o sul, até o rio Tejo, e fez de Lisboa, sua capital.
Em 1833, com a morte do último rei da dinastia de Borgonha, dom Fernando, o Formoso, a coroa portuguesa poderia cair nas mãos dos soberanos espanhóis, parentes do rei morto. A burguesia portuguesa, por sua vez, temia ver seus interesses comerciais prejudicados pelos espanhóis. Assim, o povo e os comerciantes portugueses aclamaram rei de Portugal dom João, de Avis e meio irmão de dom Fernando.
Até 1835, desenvolveu-se violenta luta entre, de um lado, a nobreza dos espanhóis e o exército castelhano e, de outro, o povo e a burguesia portuguesa, que apoiavam dom João. Graças ao apoio financeiro dos comerciantes portugueses, as forças revolucionárias venceram a luta, conhecida como Revolução de Avis, e dom João assumiu o trono português. Por terem recebido ajuda dos comerciantes, os reis da dinastia de Avis deram todo apoio à expansão do comércio e às Grandes Navegações, que ocorreriam a partir do início do século XV.

A Monarquia Nacional Espanhola
A partir do século XI, inicia-se o processo de reconquista da península Ibérica, dominada desse o século VIII pelos mouros, muçulmanos de origem africana. Pouco a pouco os pequenos reinos cristãos fixados no norte da península, durante a conquista árabe, conseguiram ampliar seu território. Foram fundados vários reinos: Aragão, Costela, Leão, Navarra. Com isso, os muçulmanos começaram a recuar em direção ao litoral sul. No final do século XII, a maior parte do território já tinha sido reconquistada.
Em 1469, o casamento de Fernando (herdeiro do trono de Aragão) com Isabel (irmã do rei de Castela e Leão) uniu os três reinos, dando origem à Espanha. Em 1492, os exércitos de Fernando e Isabel apoderaram-se de Granada e expulsaram definitivamente os mouros da península Ibérica, consolidando a monarquia na Espanha. Foi no século XVI, com Carlos I, que a Monarquia Nacional Espanhola atingiu seu apogeu.

Fonte: História e Vida. Da Pré-História à Idade Média. Nelson Piletti e Claudino Piletti. Editora Ática- S.Paulo.

domingo, 15 de abril de 2018

Renascimento Cultural e Científico. Resumo

Renascimento Cultural e Científico. Ficha resumo

O Renascimento foi um movimento ocorrido durante a Baixa Idade Média. Esse movimento buscava inspiração na Antiguidade Clássica, objetivando assim negar os valores medievais incorporados na vida europeia.
A burguesia ascendente neste período e diversos membros da elite urbana buscavam, ao patrocinar artistas, intelectuais e cientistas (mecenato), valorizar as novas idéias e conquistar prestígio social.
A Itália foi o berço do Renascimento. Isso deveu-se  ao desenvolvimento comercial e conseqüente enriquecimento experimentado por aquela região nesta época. Além disso, a Itália foi o local onde o Classicismo desapareceu por ultimo, conservando ainda muitas das obras que inspirariam os artistas renascentistas. Finalmente, diante da decadência do Império Bizantino, muitos sábios que lá viviam deslocaram-se para as cidades italianas, levando consigo o pensamento que haviam conservado. A partir da Itália, o pensamento renascentista se espalhou pela Europa.
A cultura da Renascença tinha como principal característica a negação dos valores medievais. Nesse sentido, o antropocentrismo (humanismo), o racionalismo e o individualismo afloram nas obras renascentistas.
Os ideais renascentistas também envolveram a ciência, motivando importantes realizações nas ciências e na filosofia. A crítica à sociedade medieval, ao seu misticismo e extremada religiosidade, exigiu explicações baseadas em experimentos e observações, levando ao entendimento raciona e objetivo dos fenômenos da natureza.
Os principais nomes do Renascimento Cultural e Científico foram: Leonardo da Vinci. Michelangelo. Rafael.Nicolau Copérnico.Galileu Galilei.


Burgueses mecenas e o patrocínio do Renascimento Cultural e Científico.


Burgueses mecenas e o patrocínio do Renascimento Cultural e Científico.
  
“Desenvolve-se o movimento renascentista na Europa, que tem como centro irradiador o norte da Itália. No Renascimento, os valores greco-romanos inspiram o individualismo, o antropocentrismo, o humanismo, o hedonismo e o naturalismo, reforçando a crença na capacidade de criação do individuo. Os burgueses mecenas patrocinam artistas como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Sandro Boticelli. (...) ”.   (Almanaque Abril. Editora  Abril. S. Paulo).
  
“ Para incentivar os gênios que não tinham como prover o próprio sustento, tornou-se hábito a prática do mecenato, isto é, ajuda financeira a artistas e intelectuais para que pudessem desenvolver seus trabalhos...”    (Petta, Nicolina Luiza.  História: Uma Abordagem Integrada. Editora Moderna S .Paulo).

  
“(A) Itália foi o berço do renascimento, pois era o centro comercial e cultural da Europa, originando o  o mecenato: burgueses que patrocinavam os artistas (...)”.   (www.portalsaofrancisco.com.br)

quinta-feira, 29 de março de 2018

Quadros:conteúdo e revisão - prova bimestral.

Quadros com conteúdo e revisão para prova bimestral.



v Feudalismo

·         As partes do feudo: manso senhorial, manso servil e manso comum (terras).
·         Os moradores do feudo: senhor feudal, ministeriais, servos e vilões.
·         Impostos feudais: talha, corveia, banalidade e mão morta.
·         Economia: agricultura.   Política: descentralizada.  Sociedade: estamental.




v As Cruzadas

·         O que foram as Cruzadas?
·         Quais as promessas da igreja aos cruzados.
·         Terra Santa – Jerusalém dominada pelos muçulmanos.
·         Resultados das Cruzadas: fracasso. Reabertura do Mar Mediterrâneo. Renascimento               do Comércio. Renascimento das Cidades. Crise do Feudalismo. 






quarta-feira, 28 de março de 2018

Renascimento Comercial e Urbano. Resumo

O Renascimento das cidades e do comércio = Ficha resumo

            Na Baixa Idade Média, o sistema feudal passou por profundas transformações. As cidades cresceram e com elas, o comércio e a produção artesanal  tiveram um grande impulso. Surgem novas rotas comerciais, feiras e a economia monetária (uso de moedas na compra e venda de mercadorias)

A partir do século XII surgiram as feiras, onde vários mercadores e reuniam para as vendas de seus produtos (tecidos, peles, gados, couro, açúcar, sal, trigo). Nestas feiras surgiram também os cambistas que trocavam moedas e emprestavam dinheiro a juros.

Muitas cidades tiveram  que se libertar dos seus antigos senhores feudais através de pagamentos aos senhores (carta de franquia) ou através de uma ordem do rei (carta real). Há ainda casos de cidades que se libertaram através de guerras.

Nas cidades, um novo grupo de pessoas começaram a ganhar importância. São pessoas que se dedicam ao comercio: os burgueses. Os mercadores (burgueses) começam a circular por vários pontos da Europa.

A intensificação das trocas (feiras) levou ao surgimento de algumas rotas comerciais, isto é, caminhos utilizados pelos mercadores para realizar suas trocas comerciais. Estas rotas se tornariam importantes centros comerciais, como: Paris, Frankfurt, Colônia, Gênova, Veneza, Constantinopla e Flandres.

Muitos mercadores se organizavam para defender seus interesses comerciais e formavam associações de mercadores (exemplo: Liga Hanseática).

Com o ressurgimento do comércio, as cidades começaram a crescer. Os nobres e os burgueses moravam com conforto e luxo, mas a maioria da população vivia em casas pequenas e pobres. As pessoas trabalhavam com o comércio, artesanato e agricultura. Os artesãos se organizaram nas Corporações de Ofício para protegerem seus interesses. Os artesãos trabalhavam nas oficinas medievais e lá havia o mestre, o oficial, o aprendiz e o jornaleiro.

As cidades eram muradas e com o passar do tempo seus muros foram ampliados  e devido à falta de higiene surgiram epidemias e doenças. Nas cidades, aos poucos, o seu comando foi sendo assumido pelos grandes mercadores que passaram a ocupar os cargos de prefeitos e de conselheiros. Um novo tempo está surgindo.

domingo, 18 de março de 2018

Banda Scorpions e Orquestra Filarmônica de Berlim.

WIND OF CHANGE - Banda  Scorpions e Orquestra Filarmônica de Berlim.  


Em tempos de intolerância, uma oportunidade de respeito às diferenças!!!!!

"Vento da Mudança "  -   Música sobre os ventos de mudanças que varriam a Europa no final da década de 80 (crise dos países socialistas na Europa).

 Vale a pena ver este vídeo.



quinta-feira, 8 de março de 2018

Cruzadas medievais: imagens-2

Idade Média e as Cruzadas medievais: imagens-2.

Imagens retiradas do Google Imagens. Cruzadas Medievais.



 

quarta-feira, 7 de março de 2018

Cruzadas medievais: imagens-1

       Idade Médias e  as Cruzadas medievais: imagens-1.

Imagens retiradas do Google Imagens. Cruzadas Medievais.
 
 




 

terça-feira, 6 de março de 2018

Castelos Medievais - imagens

 Atividade 7ºs anos  EF -  Castelos Medievais  - imagens

Fonte:Google Imagens










domingo, 25 de fevereiro de 2018

Cruzada-filme. Vídeo.

Cruzada-filme. Cenas do filme.

Cenas escolhidas do filme CRUZADA disponível no youtube: Idade Média na Escola.
Cena 1. Suicídio.
Cena 2. O significado de Jerusalém.
Cena 3. As cruzadas como expedições militares e  Jerusalém como reino de consciência.
Cena 4. A perigosa travessia para Jerusalém.
Cena 5. Imagens do templários.
Cena 6. Imagens da igreja.
Cena 7. A morte do templário. 
                                                                  Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=lPW-uc1Muxs.

Cruzada - filme

                          Cruzada: o filme
Ficha técnica do filme:
Título: Cruzada
Ano: 2005
Direção: Ridley Scott
Atores principais: Orlando loomLiam NeesonDavid Thewlis
Gênero: HistóricoAção
Duração: 2h24min
Nacionalidade: EUA, Reino UnidoEspanhaAlemanha.

Resumos – Sinopses do filme:
1. Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa.
 Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.
                                                                                           Fonte:  http://www.adorocinema.com/filmes/filme-54205/

2. Cruzada é uma aventura épica sobre um homem comum que se vê lançado em meio a uma guerra que dura décadas. Um estranho em terra estranha, ele serve a um rei maldito, se apaixona por uma rainha exótica e proibida e se torna um cavaleiro. Por fim, ele deve proteger o povo de Jerusalém de forças poderosas- enquanto tenta manter uma paz cada vez mais frágil. Do diretor Ridley Scott, o mestre dos épicos modernos.            Fonte: http://www.filmesdecinema.com.br/filme-cruzada-1268/



Dez considerações sobre o filme "Cruzada" - Idade Medieval.
1. O poder do rei o grande poder da Igreja Católica.
2. A questão do suicídio considerada pela igreja como um caminho para o inferno. Pessoa que cometesse suicídio tinha a cabeça cortada e era enterrada sem cerimônia.
3. O ferreiro Balian, comete um crime ao matar um padre numa briga sobre o suicídio de sua mulher e foge.
4. Conde de Ibelin procura pelo filho, o ferreiro Balian e o convida para acompanhá-lo.Balian recusa o convite.
5. O ferreiro Balian segue a procura de seu pai, a caminho de Jerusalém, onde espera encontrar Deus e livrar sua mulher do inferno (sua esposa cometera o suicídio). 
6. O pai de Balian, Conde de Ibelin, é morto numa batalha. Balian chega a Jerusalém e é reconhecido como herdeiro de seu pai.
7. O rei de Jerusalém, que era leproso, morre e seu sucessor inicia uma guerra contra os muçulmanos comandados por Saladino e é derrotado.
8. Balian, assumindo o lugar do pai, defende Jerusalém dos muçulmanos comandados por Saladino e ordena que todos lutem para defender a cidade de Jerusalém.
9. No fim da batalha, Balian e Saladino fazem um acordo e Balian entrega Jerusalém para Saladino em troca da liberdade do seu povo.
10. Ao assistir este filme, considere o contexto histórico, os valores e as visões de mundo da  equipe produtora do mesmo e não como uma verdade histórica pura.


.



Idade Média e Feudalismo: alguns conceitos.

IDADE MEDIEVAL (476 – 1453)

Alta Idade Média: A Europa se torna cristã. As pessoas moram no campo. As cidades e o comércio perdem a importância. Surge o Feudalismo. A Alta Idade Média durou do século V ao século X.

Baixa Idade Média: O Feudalismo entra em crise. Há uma transição do fim da Idade Média para a Idade Moderna. Surgem as primeiras estruturas para o capitalismo. A Baixa Idade Média durou do século X até o século XV.

Feudo: Era o tipo predominante de organização econômico-social durante a Idade Média, também chamada de senhorio ou domínio.

Benefício: No direito feudal, concessão de terras, por parte de um suserano, como recompensa ou troca de algumas obrigações do vassalo.

Vassalo: Nobre que recebia o feudo e se obrigava a prestar auxilio militar a seu suserano

Outorga: Concessão, permissão.

Corvéia: Os servos deviam cultivar as terras da reserva senhorial de duas a três vezes por semana, sem ganhar nada por isso. Assim, sempre havia servos trabalhando gratuitamente nas terras do senhor.

Talha: Os servos entregavam ao senhor uma parte do que produziam nas terras em que moravam e produziam. Em geral, este imposto variava entre 30% e 40%.

Banalidades: Para utilizar as instalações da reserva do senhor, como forno, moinhos e equipamentos, os servos entregavam ao senhor uma parte da produção.

Mão-morta: Imposto pago pelo servo para continuar a morar na terra após a morte de um familiar.

Concessões de terras: Terras cedidas pelo senhor a título de posse (benefícios) inicialmente por serviços prestados e depois como forma de aumentar o número de vassalos. Essa concessão criava uma série de obrigações do vassalo com o seu senhor.

Manso feudal: Terra feudal. Havia dois tipos de mansos feudais: manso senhorial e manso servil. O detentor de um manso servil estava obrigado a prestar serviços e a uma série de obrigações com o se seu senhor. O manso senhorial correspondia a aproximadamente metade das terras feudais e pertencia ao senhor feudal.

Terra comunal: Bosques, pastagens, lagos e matas. Destas terras comunais, os servos retiravam  parte do seu sustento. Nestas terras comunais, os senhores praticavam a caça.

Servos: Camponês que estava preso à terra para o resto da vida. Em troca de proteção e do direito de usufruir a terra, ele devida cultivar as terras recebidas e a cumprir uma série de obrigações com o seu senhor.

Vilões: Eram camponeses livres que viviam nas vilas. Com o passar do tempo, muitos vilões acabaram  cedendo suas propriedades aos senhores feudais em troca de proteção.

Escravos: A escravidão era pequena e restrita. Os poucos escravos que havia trabalhavam principalmente nos afazeres domésticos dos castelos senhoriais.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Feudalismo - artigo.

Artigo retirado do site  http://educacao.uol.com.br/historia/feudalismo-servidao-impostos-taxas-suserania-e-vassalagem.   Artigo muito bom e de fácil compreensão.


Servidão, impostos, taxas, suserania e vassalagem

Fernanda Machado*
Reprodução/Gov.México
Camponeses trabalham na terra do senhor feudal

Estudar o feudalismo é conhecer a fundo o modo como viviam as pessoas no período medieval. O feudalismo pode ser definido como um modo de produção, ou seja, a forma pela qual as pessoas faziam produtos necessários à sua sobrevivência. Também é entendido como um sistema de organização social, estabelecendo como as pessoas se relacionavam entre si e o lugar que cada uma delas deveria ocupar na comunidade.



O feudalismo consolidou-se a partir do século 8 e teve seu período de maior desenvolvimento até o século 10. Depois disso, esse modelo de sociedade ainda sobreviveu em alguns reinos europeus até o século 15, no final da Idade Média. Mas, para entendermos como ele surgiu, é necessário voltarmos ao próprio início da época medieval.

O fim do Império Romano

O marco do início da Idade Média foi a desagregação do Império romano do Ocidente, sediado em Roma, no século 5. Esse Império estava passando por sucessivas crises econômicas, devido à falta de escravos, e seu prestígio político declinava, devido a seu enfraquecimento militar e às invasões de povos bárbaros aos seus domínios.

Isolamento e proteção dos feudos


Assim, povos como os germanos (do Norte da Europa), os hunos (da Ásia), os vândalos (da África), além de húngaros e vikings (da Europa oriental) estavam atacando diversos pontos dos domínios romanos. Em 476, Odoacro, rei de um desses povos invasores, derrubou o imperador de Roma. A partir de então, os diversos povos, antes conquistados por Roma, passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados, para se protegerem dos ataques dos estrangeiros. Esse isolamento também se estendia à área econômica, levando-os a manter basicamente uma produção para consumo próprio.



A população mais pobre, que vivia de trabalhos no campo, passou a submeter-se aos interesses dos poderosos de uma região, em troca de proteção contra esses ataques externos. Poder, no caso, significava a posse de armas e o comando de soldados. O estabelecimento dessa proteção dos mais poderosos aos pobres, em troca da lealdade, foi adotada pelos povos germanos, que foram dominando grande parte do extinto Império romano do ocidente.



Com o passar dos séculos, os camponeses foram se tornando cada vez mais dependentes desses senhores. Assim, os trabalhadores do campo, além de entregarem os produtos que cultivavam aos seus protetores, passaram a dar-lhes suas terras e oferecerem seus serviços para outras atividades. Com isso, grande parte dos camponeses tornaram-se servos.

Servidão: uma escravidão mais branda


A servidão era uma espécie de escravidão mais branda, pois, ainda que os servos não fossem vendidos, estavam obrigados por toda a vida a entregarem produtos e prestarem serviços a seus senhores. Além disso, não eram proprietários das terras em que trabalhavam, pois estas lhes eram "emprestadas" pelos senhores. A servidão era transmitida dos pais para os filhos, assim como os títulos de nobreza também eram hereditários.



Por sua vez, os nobres poderosos eram os chamados senhores feudais. Tinham esse nome em função do tipo de propriedade que possuíam, os feudos. Estes eram extensas propriedades de terras, mantidas isoladas para garantir a proteção das pessoas que ali viviam dos ataques de inimigos externos. Essas unidades eram supridas com uma produção de alimentos quase auto-suficiente, ou seja, produzida pelos próprios moradores, na medida de suas necessidades de consumo.



No plano dessas relações servis, havia diversos tipos de impostos que os servos tinham que pagar aos seus senhores, incluindo também os serviços que prestavam a eles. Desse modo, no manso senhorial - que eram as terras do feudo de uso do senhor e representavam um terço da área total - os servos tinham que trabalhar vários dias por semana, numa prática chamada de corvéia.

Impostos e taxas do feudo


No manso servil - que eram as terras pertencentes ao feudo, de uso dos camponeses, mas não de sua propriedade - parte do que era produzido ia para o senhor feudal. Essa taxa ficou conhecida como talha. Como os senhores feudais não deixavam escapar nenhuma oportunidade de cobrança de taxas ou impostos, os servos também pagavam a banalidade, um imposto pelo uso dos fornos e moinhos que o senhor controlava.



Havia também um pagamento relativo ao número de servos que moravam nos feudos, e era cobrado individualmente, "por cabeça" (ou em latim per capita): era a capitação. Por fim, o imposto da mão morta é uma demonstração cabal de até onde podia chegar a exploração dos senhores feudais sobre os servos, pois, além de herdar a servidão dos pais, quando estes morriam, os filhos ainda deveriam pagar mais essa taxa, para continuarem servindo ao mesmo senhor.



Mas não eram somente servos e senhores feudais que viviam em função dos feudos. Havia também homens livres e vilões (moradores de vilas, ou pequenas povoações). Estes eram pessoas pobres, que, para terem direito de plantar e colher em suas terras, trabalhavam também no manso senhorial, pagando ao senhor a corvéia.

Suserania e vassalagem


Os vilões e homens livres contribuíam com um outro imposto, o censo, baseado no número de indivíduos que compunham essa população livre. A novidade do censo é que ele era o único pago em dinheiro, já que todos os outros tributos consistiam em serviços ou produtos agrários. Isso evidencia o quanto era pequena a circulação de moedas na Europa, durante esse período.



Por fim, além do aspecto econômico dessas relações sociais, havia também práticas políticas e simbólicas dentro da sociedade medieval. Assim, os acordos entre os mais e os menos poderosos chamavam-se suserania evassalagem.  Essas relações de proteção e lealdade  ocorriam dentro da nobreza, quando um nobre mais pobre se tornava vassalo de um senhor mais rico e de maior prestígio, que se tornava seu suserano.



Havia vários ritos entre os nobres para celebrar esse pacto de fidelidade. No momento da assinatura do termo de doação de terras ou concessão de favores do suserano (senhor mais rico) ao vassalo (senhor mais pobre) um beijo entre os dois poderia selar o acordo, além de o vassalo ajoelhar-se perante o suserano. Podia-se receber também a investidura, que era um ramo de folhas ou outro objeto entregue pelo suserano ao vassalo. As investiduras funcionavam como símbolo das terras que a eles estavam sendo concedidas.
       http://educacao.uol.com.br/historia/feudalismo-servidao-impostos-taxas-suserania-e-vassalagem.jhtm